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“Quero uma estrutura mental que sofra os efeitos do vento. Que ela se vergue, que ela se levante de novo. Que abra espaço para que o vento sopre dentro dela. O que é o vento? São as leituras novas que a gente faz, os novos contatos humanos, a coragem de mergulhar em áreas para as quais julgamos não estar preparados. Esse é o meu modo de ser.”

Roberto Gambini

Colcha de Retalhos

Procuro-me

Exposição 140 caracteres - MAM

Exposição 140 caracteres – MAM

  • “Há significado nisso?… Quem sou eu, o que sou eu?…emoções em nós são muito rápidas, são instantâneas, o resto são memórias e a gente chama a memória…é dificil abrir mão, quando a gente abre a mão nela cabe todo o universo…” Monja Cohen
  • “Paciente vai querer ir além do fenômeno natural, a medida que ele se ajusta…se alinha no social….começa a se questionar…propósito externo tá em sintonia com propósito interno?” Prem Baba
  • “Processo muito mais ligado ao auto cuidado…olhar com muito mais consciência pelos seus atos…você devolve para ele um caminho…não é uma mudança que vai acontecer de maneira tão abrupta…o ser é mais importante do que o fazer….o fazer ajuda a sustentar o ser, o ser é a base do processo.” Paulo de Tarso Lima
  • “A finalidade da vida…o empenho de evoluir sempre” Richard Simonetti
  • “Um dos desafios do ser humano e conhecer-se a si mesmo…ser humano é um projeto infinito…quanto mais se relaciona mais ele se enriquece e se fortalece nas possibilidades dentro dele…sempre estamos buscando, encontramos espelhos de nós mesmos em todas as partes…o grande catalisador não é a dor, é a crise, a crise isola, a crise purifica… “Leonardo Boff
  • “Nenhum vento é favorável para aquele que não sabe onde quer chegar…assumir autoria da nossa existência… a tristeza é uma emoção natural, importante porque ela nos ajuda a vivenciar o luto, a deixar morrer para poder renascer e o problema e que todo mundo quer renascer, mas não quer morrer. “Roberto Crema
  • “Qualidade que a gente deve cultivar…saber-me frágil, saber-me incompleto, saber-me faltosa, dependente…” Marina Silva
  • “Recuperar auto-estima…quando eu me quero bem, quando eu me respeito, quando sei que sou um ser importante, não permito que ninguém me desrespeite, que ninguém me bata e que ninguém me desvalorize…meu corpo é meu…” Vanete Almeida
  • “No mundo de mudança, de alteração, de processo… detesto ter a idéia de ter uma vida formol…a gente não nasce pronto e vai se gastando, a gente nasce não pronto e vai se fazendo…você ser do mesmo modo de uma maneira persistente, não é sinal de coerência…A vida é muito curta para ser pequena…vida é algo para engrandecer a mim e aqueles que estão a minha volta…o que que eu faço da minha vida enquanto a morte não acontece…preciso ser capaz de fazer falta, não significa ser famoso, mas ser importante…importar é quando alguém me leva para dentro…vida se torna pequena quando ela e apoiada só  em si mesmo, fechada em si, preciso transbordar, ir além da minha borda.” Mario Sergio Cortella
  • “O palhaço é aquele que cai, aquele que erra, está no espetáculo de circo para mostrar que você  é humano. O erro é a nobre arte do palhaço, a imperfeição, a aceitação da sua inadequação, eu sou inadequado e agora? Vai deprimir ou vai rir?” Marcio Libar
  • “As grandes descobertas do homem para com ele mesmo, não precisam de um grande telescópio…deve ser mais corriqueira essa procura, se a gente vivesse numa sociedade que estimulasse seria mais fácil…nossa raiva contida é capaz de mover o mundo…pegar o sentimento que não é tão nobre seu e canalizar…gerar outro tipo de energia…” Marcelo Yuka

 

Felicidade
“… se resume a paz de espirito…possibilidade de ser, sem tentar manipular a vida…estar livre de um desejo de chegar a alguma coisa, dessa busca básica de que falta alguma coisa…nós somos únicos, ainda que iguais…as pessoas sempre estão mais felizes quando buscam o sol, a praia, as águas da cachoeira…pulsa uma determinada energia e uma determinada alegria….não exige status…só sintonia….felicidade é um estado de espírito…está dentro, mas está em tudo também…nosso estado natural é um estado de felicidade…quando a felicidade é demais, a gente sempre tem medo que alguma coisa pode acontecer…ainda que pareça paradoxal…é como se uma iminência de tragédia chegasse perto de nós cada vez que nos sentimos muito felizes…pessoas estão esperando uma estação para serem felizes…sempre estão transferindo a felicidade para uma próxima estação…não há uma estação, há uma maneira de viajar…ser feliz é não abrir mão do caminho para a felicidade….esse caminho é melhor do que ficar parado…se a felicidade tivesse um som ela seria silêncio…”

Os relacionamentos íntimos nunca podem ser melhores do que aquele que temos com nós mesmos. A maneira como nos relacionamos conosco determina não apenas a escolha do outro, como também a qualidade do relacionamento.

O modelo de intimidade típico da nossa cultura é o modelo de fusão, onde um busca no outro a sua metade e onde só é possível ser inteiro através do outro. Nesse tipo de relacionamento, quando o desgaste da rotina consome as esperanças e as projeções, o casal, ou um dos envolvidos vivenciam uma perda de significado, já que este foi projetado sobre o outro.

Numa nova proposta de intimidade é preciso que cada um assuma a responsabilidade pelo seu bem estar psíquico. Assim, há a possibilidade do casal apoiar e estimular um ao outro ao mesmo tempo em que cada um executa suas próprias tarefas no seu desenvolvimento pessoal. A ênfase está no crescimento interior. Esse modelo de relacionamento oferece companheirismo, respeito e apoio mútuo através da dialética dos opostos.

 MODELO TÍPICO                                          NOVA PROPOSTA

 FUSÃO                                                             ALTERIDADE

– buscar confirmações                                     – aceitar diferenças

– amar a igualdade                                          – amar a alteridade

 

“Um mais um não é igual a um” (modelo fusão), “ é igual a três: os dois como seres separados cujo relacionamento forma um terceiro.” (Hollis, 1995)

 O verdadeiro relacionamento vem através do desejo de compartilharmos nossa jornada com o outro. Ao compartilhar com o outro o significado da vida e não esperar que este seja o significado, somos chamados a ativar nosso próprio potencial. Podemos assim compartilhar não só as conquistas e esperanças, mas também as sensações de fracasso  e medos. Isso representa a verdadeira intimidade.

“Amar a diversidade do parceiro é um evento transcendente, pois penetramos no verdadeiro mistério do relacionamento, no qual somos levados ao terceiro local – não você mais eu, porém, nós, que somos mais do que nós mesmos um com o outro” (Hollis, 1995)

 

Referências:

HOLLIS, J. A passagem do meio – Da miséria ao significado da meia idade. São Paulo, Ed. Paulus, 1995.

O desafio em defesa da nossa alma consiste em não nos fundirmos com o coletivo, nem digerirmos valores e filosofias por atacado, mas em nos distinguirmos dos que nos cercam, construindo pontes até eles à nossa escolha.

Se há uma obediência a um sistema de valores rígido e desprovido de vida, isso provoca uma perda extrema de vínculo com a alma. “Sempre que um animal é enjaulado, deterioram-se seus ciclos naturais do sono, de seleção do parceiro, dos cuidados consigo mesmo e com seus filhotes.”(Estés, 1994) À medida que vão perdendo os ciclos naturais, segue-se o vazio e a perda dos instintos.

Desenvolve-se uma “alma faminta”, que tem uma fome insaciável, aceitando qualquer coisa e qualquer comida, como forma de compensar as perdas anteriores. Assim, corre-se o risco de afundar em excessos, como drogas, álcool, comida, raiva, espiritualidade, promiscuidade, controle, relacionamentos prejudiciais e etc. A fome ou a lembrança da fome pode fazer com que a pessoa seja possuída pela voracidade.

A princípio os excessos geram alegria, prazer, êxtase e preenchem um espaço vazio, para depois sugar toda a energia do corpo. Devido à perda da vitalidade original, a pessoa dependente se dispõe a aceitar um substituto, que pode representar a salvação momentânea.

Quando a dependência toma controle da pessoa vem a parte difícil, que é quando a pessoa tem que ser arrancada à força. Ao invés de sentir alívio, as pessoas sentem dor, entram em pânico. No entanto, “é essa dor, essa separação, essa sensação de não ter em que se afirmar que é necessário para recomeçar, para voltar a sua vida instintiva” (Estés, 1994), aquela que tem equilíbrio, pois este amplia a nossa vida enquanto o desequilíbrio a limita. Para o equilíbrio há a necessidade de um cuidado contínuo.

A nossa natureza instintiva nos diz quando basta, pois é prudente e protege a vida. Mas é difícil perceber quando estamos perdendo nossos instintos, pois eles não acontecem num único dia, mas se estendem por um longo período.

“A recuperação do instinto ferido começa com o reconhecimento de que a captura ocorreu, de que uma fome de alma se seguiu, de que os limites normais de insights e proteção foram perturbados(…) O projeto psicológico para voltar ao nosso Self de direito é o seguinte: tenha extrema prudência e cuidado no sentido de se soltar aos poucos na selva, instalando uma estrutura ética ou de proteção com a qual você tenha acesso a meios para medir se há excesso em alguma coisa.” Deve ser empreendida com ousadia, mas também com ponderação, pois uma pessoa que está tentando se livrar dos excessos e se aproximar da sua vida instintiva “não pode se dar ao luxo de ser ingênua“ (Estés, 1994).

Nesse processo é preciso observar os excessos com um olhar cético e ficar alerta para os custos que eles representam para a alma, a psique e o instinto. É preciso aprender a lidar com as armadilhas, pois só assim será possível permanecer livre.  

Referência:

ESTÈS, C.P. Mulheres que Correm com os Lobos: Mitos e Histórias do Arquétipo da Mulher Selvagem. Capítulo 8 – Conto “Os Sapatinhos Vermelhos”. Rio de Janeiro: Rocco, 1994

Metamorfose

Metamorfose

” Não haverá borboletas se a vida não passar por longas e silenciosas metamorfoses” Rubem Alves